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13 Janeiro, 2012

Cristolândia vira refúgio de dependentes em SP

Numa ação criticada por diversos setores da sociedade e considerada como excessiva, a Polícia Militar realiza desde o dia 3 de janeiro uma operação na região da cracolândia (SP) para combater o tráfico de drogas e evitar aglomerações de dependentes na região. A operação deve persistir na região por tempo indeterminado.
 O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, afirmou ontem que traficantes pequenos já foram presos e o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) está trabalhando para mapear o caminho da droga que chega a região.
O problema, ao que parece, é que a ação não levou em conta o grande número de pessoas a estrutura montada para dar encaminhamento aos dependentes parece não ter sido suficiente para a demanda. 
Usuários de drogas, agora, se espalharam pelo centro de SP e já causam problemas. 
Uma multidão maltrapilha fugida da cracolândia, agora faz filas diariamente em busca de abrigo na porta da Cristolândia, missão evangélica que funciona na região central de São Paulo há quase dois anos. O local virou refúgio após início da operação policial no local. Com a presença ostensiva da PM na região, a missão Batista passou a funcionar em esquema de plantão, com suas portas abertas 24 horas para a galera acuada do crack. 
O projeto encaminhou nos últimos 22 meses cerca de mil usuários para internação e centros de formação evangélica. Nas duas últimas semanas, o número de internações, via Cristolândia, bateu o recorde de 90.
 "Fazíamos uma média de 40 por mês. Já chegamos ao dobro disso em dez dias e vamos abrir novas 200 vagas", contabiliza o pastor Humberto Machado, 53, coordenador da missão.

11 Janeiro, 2012

ARTIGO: Faces do Perdão (parte 3)

"Sim, eu perdoo, mas não me esqueço!" (“ditado” de conhecimento e uso públicos).

"Pois, perdoarei as suas iniquidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei" (Jeremias 31. 34 - Hebreus 8. 12).
Nos dois artigos anteriores discorremos sobre as duas faces do perdão, no sentido humano:
- quando somos o agente ativo, o ofensor;
- e quando somos o sujeito passivo, o ofendido.
Terminamos o segundo artigo, citando uma frase que é muito comum ouvir: "perdoo, mas não esqueço".
Esta é a nossa característica, como seres humanos que somos, sujeitos às tentações, aos pecados, às quedas, após termos sido levantados, o que faz parte, o que é inerente à nossa natureza, após o Éden.
Hoje vamos nos aventurar [atrever] a examinar a postura de Deus, santa, perfeita, fiel, misericordiosa quando pecamos contra Ele [e contra o nosso próximo, o que ofende a Ele também], e é só isso que vivemos fazendo: caindo, sendo perdoados, recaindo, sendo levantados, e assim vamos vivendo uma sucessão de altos e baixos, eternamente dependentes do amor, da graça, da misericórdia, do perdão de Deus.
Deus, de fato, perdoa e isso vem sendo demonstrado em todo o contexto bíblico, durante o longo decorrer da história. Ele perdoa e não mais se lembra, isto é, esquece definitivamente o nosso pecado.
Ele, o Senhor, estabelece uma aliança com a pessoa humana, com vistas a nos dar o melhor de Si: salvação, cura, vida abundante, felicidade, amor, bondade, comunhão com Ele e com o próximo, etc., mas nós estamos sempre tropeçando em alguma coisa, e, na maioria das vezes, nas nossas próprias pernas [como um bêbado] e levamos tudo água abaixo.
Assim foi e tem sido nas diversas dispensações: adâmica, abraâmica, mosaica, da graça, etc.
Enfim, Deus sempre vindo ao nosso encontro, proporcionando-nos novas oportunidades, enquanto nós [em termos de humanidade] damos pouco ou nenhum valor à ação de Deus.
Finalmente, Era da Graça, Deus derrama seu perdão sobre toda a humanidade, através da morte expiatória de seu Filho, Jesus, numa cruz, em nosso lugar, a nosso favor, e continua a humanidade a desobedecer, a não fazer caso de tão grande amor, amor espontâneo, amor sacrificial de dar o seu próprio Filho para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3. 16).
Dentro do contexto bíblico, esta é a última oportunidade que ainda temos de receber Jesus como único e suficiente Senhor e Salvador, pois o que se aproxima [após a retirada da terra dos convertidos a Jesus: a Igreja] é uma tribulação muito grande, como nunca antes ocorreu e nem nunca ocorrerá depois, conforme o próprio Cristo deixou claro: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais" (Mateus 24. 21).
Deus é bom, Deus é Pai, Deus é misericordioso, Deus é fiel, Deus cumpre as suas promessas literalmente, mas Deus também é Justo, e como tal não pode premiar aqueles que se mantêm rebeldes à sua permanente ação de perdoar.
A grande prova de amor, de misericórdia, da graça do perdão para conosco, já foi dada, quando o Pai entregou seu próprio Filho para sofrer e morrer em nosso lugar.
Ele ofereceu-nos o seu bem maior!
O fim dos tempos já era para ter se cumprido, mas Deus vem exercendo o seu perdão, a sua misericórdia ainda hoje, para que todos se arrependam, tendo em vista que é da Sua vontade que nenhum se perca.
"Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (II Pedro 3. 9).
O dia é hoje, a hora é agora, “amanhã pode ser muito tarde”, com diz o hino; aceitemos o convite do Senhor e juntemos-nos a Ele, tornando-nos, desde que cristãos, um só com Deus e com Jesus, como é vontade dEle, já manifesta na oração sacerdotal (João 17).
Ele já fez a sua parte, depositando em nosso favor toda a sua fortuna, o seu bem maior [a vida de Jesus].
Conta uma “estória” ilustrativa que um determinado pai, milionário, tinha apenas um jovem filho, o qual “capengava” profissionalmente. O pai, sentindo já estar próxima a sua morte, depositou toda a sua fortuna em um banco, em nome do filho, a quem deu ciência antes do suspiro final. Após a morte do pai, o filho que já não ia bem, ficou desempregado. Para se manter começou a depender da ajuda de terceiros, em vez de ir ao banco e sacar quanto e quando necessário.
Tem sido assim a atitude de grande parte da humanidade, a Graça já foi derramada sobre todos nós, através da morte substitutiva de Jesus, está disponível [é Graça] só nos é necessário “sacar” (apropriarmo-nos dela) mas, em vez disso, a humanidade prefere tentar outros caminhos, tais como: “obras”, “sacrifícios”, “falsos deuses” “sutis e vãs filosofias”, “paganismo”, “esoterismo”, “ocultismo”, etc.
Repetimos: O dia é hoje, a hora é agora, “amanhã pode ser muito tarde”, com diz o hino; aceitemos o convite do Senhor e juntemos-nos a Ele, tornando-nos, desde que cristãos, um só com Deus e com Jesus, como é vontade dEle, já manifesta na oração sacerdotal (João 17).

Edmar Torres Alves – é colaborador do JCG e editor do Blog Sê Fiel
www.sefiel.com.br

09 Janeiro, 2012

ARTIGO ESPECIAL: Bom início de ano


Este é o meu primeiro texto após a virada do ano. Pensei em escrever algo interessante e otimista, afinal, o pessimismo não ajuda em nada e ainda prejudica. É impressionante como muitas pessoas não se dão conta disso, e seguem pela vida afora reclamando de tudo e de todos. Fazem-me lembrar aquele personagem dos desenhos animados que andava com uma nuvem de chuva na cabeça, dizendo: oh céus, oh vida, oh azar! E, obviamente, sempre chovia na cabeça dele, ainda que estivesse um dia maravilhoso ao seu redor. Isso dá uma boa dica acerca de que costumamos fazer acontecer o que inconscientemente buscamos e acreditamos. Sem dúvida é the secret (o segredo) em ação. 
Cientes disso vamos imaginar e desejar coisas boas ao invés de coisas ruins. O início do ano é propício para exercitarmos visualizações e desejos positivos, realizando uma espécie de programação favorável para os meses seguintes. Muita gente já está com a mente impregnada por negatividade em relação a 2012. Alguns esperam até mesmo o fim dos tempos. Honestamente, não acho que o mundo vá acabar justo agora que estamos em processo de depuração, afinal, hora ou outra o mal tinha de dar as caras para poder ser combatido.
 O que tem deixado muita gente de cabelo em pé e acreditando no fim é a divulgação da maldade, que antes também existia, mas ficava escondida. A gente não sabia de nada, mas acontecia. Éramos todos “cabeças de repolho”, como diria Rubem Alves. A coisa estava lá, mas a gente não percebia, não enxergava. 
Com o advento da globalização e os meios de informação cada vez mais ágeis e rápidos, ficamos sabendo muita coisa do que acontece no Brasil e no mundo. Tomamos conhecimento da evolução nas artes e na música, assim como das derrocadas de sistemas político-econômicos, morte de ditadores; fome e miséria espalhadas pelo globo terrestre. Oh, meu Deus, o mundo vai de mal a pior... Que nada! O mundo sempre foi mundo, só que agora estamos vendo o que a gente não via. Sinal de que as coisas melhoraram. 
Melhoraram sim, pois hoje vemos a face do inimigo que antes estava oculto. É difícil lutar contra o quê e quem não se vê; mas, vendo, podemos traçar estratégias de combate e nos conscientizar acerca da necessidade de mudança.
 Percebem como as coisas estão ficando claras? Querem melhor notícia para iniciar 2012? Certamente, o ano vai ser ótimo! E quem foi que disse que limpar feridas não dói? Dói sim, mas depois dá um alívio... Bem-vindos a 2012! Sinceramente, desejo a todos um bom início de ano.


Maria Regina Canhos Vicentin é escritora e colunista no JCG.


20 Dezembro, 2011

ARTIGO: Faces do perdão (2ª face)

Abordamos antes o tema do Perdão, sob o ângulo do agente ativo, ou seja, na condição daquele que cometeu algo contra seu próximo ou contra Deus, e tem que tomar a iniciativa de pedir perdão ao próximo, e, no que diz respeito a Deus, confessar a Ele o  ato errôneo cometido.

A outra face do perdão é aquela em que somos o agente passivo, isto é, alguém nos ofendeu, nos agrediu com palavras, ou mesmo nos agrediu fisicamente, e a nossa postura é de espera, de expectativa quanto a sermos procurados para uma reconciliação.

Esse aspecto é tratado por Jesus na oração dominical [oração do Senhor] ou oração do Pai Nosso, quando ensina a seus discípulos, dizendo: "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus (...) e perdoa-nos as nossas dívidas ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES ... - o destaque é nosso-  (Mateus 6. 9-13).

O Senhor Jesus ensina a orar, e aqui sim Ele se refere a pedirmos perdão a Deus, mas acrescenta ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES (novamente o destaque é nosso).

Ou seja, se nós não perdoamos àqueles que nos ofenderam, quando pronunciamos essa oração, é como se estivéssemos orando: "Pai nosso, NÃO perdoe nossos pecados, pois não perdoamos os nossos devedores"; ou então estamos mentindo a Deus, ao dizer  “assim como perdoamos...”; e Deus que é onisciente sabe que estamos mentindo, e não ouve o nosso pedido de perdão.

E, terminada a oração, Ele destaca essa postura dizendo: "Se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas". (Mateus 6.15).

Em outra oportunidade, Pedro lhe pergunta até quantas vezes devemos perdoar aquele que nos ofende, e questiona "até sete vezes?".

O Senhor então responde: "Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete" (Mateus 18. 21-22).

Ele não está limitando o perdão, que temos a obrigação de sempre conceder ao nosso próximo, em 490 vezes; não! não é nada disso!

Isso quer dizer que devemos perdoar infinitamente, ou seja, não há um limite para o perdão, quando somos cristãos, quando já recebemos o direito de sermos chamados filhos de Deus (João 1. 12).

Até porque nada adiantaria perdoar, por exemplo, 490 vezes e, depois, passarmos a não perdoar mais. Caíram por terra os perdões anteriormente concedidos!

Continuamos crendo que o contexto do perdão foi aquele abordado no texto anterior: se pecamos contra o nosso próximo, então devemos pedir perdão a ele, e, em relação a Deus, devemos confessar-Lhe o que fizemos, o que é um ato de nos apropriarmos do perdão já oferecido, graciosamente, na cruz, pelos nossos pecados passados, presentes e futuros.

Salvo melhor entendimento [lembrem-se que quem escreve este artigo não é teólogo], Jesus menciona a questão na Oração do Pai Nosso, para deixar claro que Deus só perdoa as nossas transgressões, se nós tivermos perdoado ao nosso próximo.

Logo a seguir, Ele conta a parábola do credor incompassivo, comparando o Reino do céu a essa situação por Ele abordada.

Um Senhor resolveu ajustar contas com seus servos, e um deles lhe devia uma quantia muito grande, mas não tinha como pagar.  Então ele roga ao seu Senhor que o perdoe a dívida, no que é atendido.

Mas (...) aí vem a grande falta do servo perdoado: ele encontra um dos seus conservos que lhe devia uma pequena quantia, e faz a devida cobrança, mas o homem não tinha como pagar.  Então ele o enviou para a prisão!

Sabendo disso, o seu senhor, que lhe perdoara grande dívida, não só lhe censurou veementemente, como lhe entregou aos verdugos até que lhe pagasse toda a dívida.

Concluindo Jesus com a advertência que havia feito antes, quando ensinou a Oração do Pai nosso: "Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão" (Mateus 18. 35).

Assim, se nos consideramos filhos de Deus, e desejamos que Deus nos perdoe as nossas faltas, os nossos erros, os nossos pecados, devemos sempre perdoar ao nosso próximo, de fato e de verdade.

Dizer "perdoo, mas não esqueço" é a mesma coisa que não perdoar.

Dizer que perdoa só para ficar livre do incômodo, mas continuar guardando mágoas, ressentimentos, mantendo-se afastado é a mesma coisa que não perdoar.

                                                                                                                    
Edmar Torres Alves –  É colaborador do JCG e editor do blog Sê fiel.