Páginas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

21 fevereiro, 2009

ARTIGO: Hospitalidade que Salva


O texto bíblico do dia (*) diz que alguns sem o saber receberam anjos, quando recepcionaram estranhos em casa.
Uma das mensagens de hoje (*), também aborda a questão do acolhimento.

Estamos, hoje em dia, "inseguros", "com medo", "desconfiados" em receber estranhos que nos batem à porta, tendo em vista a condição de violência em que se vive.
Já não recebemos nem mesmo uma ligação telefônica, de telemarketing, por exemplo, ou um e-mail de quem não conhecemos (pode ter virus!!!), e tantos avisos, apelos, histórias de doenças incuráveis, etc., às vezes improcedentes, circulam pela internet, com o célebre "clique aqui” , e por isso, podendo ser verídico deixamos de colaborar. E, na maioria das vezes, quem envia o faz como se fosse "novidade", mas são mensagens que já circulam há anos, sempre se repetindo.
Uma das mensagens de hoje (*) aborda uma história de um evangelista que pensou em desistir de sua missão. De fato, não é fácil levar a Palavra de Deus a todos, conforme manifestação, digamos, de “última vontade" de Jesus.
Dizemos de "última vontade", embora tenha sido este todo o contexto do Ministério do Mestre, porque Ele a proferiu poucos momentos antes de ascender ao céu.
Quando um parente, um amigo, antes de falecer, nos deixa a incumbência de realizar um desejo seu, depois que ele parte “desta para melhor”, conforme ditado popular, quase todos levam a sério, levam a cabo a referida "missão", pois foi a “última vontade do falecido”.
Mas, com Jesus, não é sempre assim, muitos se esquecem e não praticam aquilo que Ele nos recomendou, e quando pessoas nos batem à porta para falar sobre a Palavra de Deus, não são atendidas, e, muitas vezes são chamados de "chatos", "fanáticos", "radicais", "fundamentalistas", e outras coisas mais sutis, havendo até um questionamento sobre a validade ou não de se pregar sempre. Não estamos pregando "religião" ou "igreja", mas estamos pregando a Cristo, e este crucificado [em nosso lugar]. A Palavra de Deus nos diz que "Ele [Jesus] veio para o que era seu, mas os seus não o receberam, mas a todos quanto o receberam [no coração], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber aos que crêem no seu nome" (João 1. 11-12). Jesus, também, nos diz através da "revelação" que deu a João na Ilha de Patmos: "Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir, e abrir a porta; entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo" (Apocalipse 3. 20).
Será que estamos sendo hospitaleiros com Jesus?
Ele não arromba a porta de nossos corações:
1. ele bate (precisamos ouvir);
2. ele bate (precisamos abrir);
3. ele bate (precisamos recebê-lo, convidá-lo a entrar).
Aí, sim, teremos o direito de sermos feitos filhos de Deus, pois quem recebe Jesus no coração, conforme João 1. 11 e seguintes, ingressa na Família de Deus, este é o contexto da referida Palavra, terminando por dizer “não nasceram do sangue, nem da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. Por isso, Jesus diz a Nicodemos, (João, capítulo 3) quando este reconhece a divindade do Mestre, tendo em vista os “sinais” que presenciou, que para entrar no reino de Deus, é necessário “nascer de novo”. Nascer de novo, explica Jesus a Nicodemos, não é voltar ao ventre materno, mas é nascer de Deus. A primeira vez é o nascimento físico: nascemos na família “Torres” ou na família “Alves”; na segunda vez é o nascimento espiritual, nascemos na família de Deus, quando fomos “hospitaleiros” com Jesus, e o convidamos a entrar em nosso coração e nele fazer morada, quando o seguimos, e quando [importante] o obedecemos, conforme explicitado em Hebreus 5. 9. A “hospitalidade” em relação a Jesus, qual seja, recebê-Lo no coração como único e suficiente Salvador e Senhor é o que nos salva da eternidade longe de Deus, é o que nos salva do dia da ira (Grande Tribulação), anunciada por Jesus, em Mateus 24. 21).
(*) Quando, acima, nos referimos a boletim, quando citamos outro artigo publicado, estamos mantendo a redação anteriormente publicada no blog SÊ FIEL, editado por nós.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

20 fevereiro, 2009

REPORTAGEM: A Máquina do Big Bang

O maior Acelerador de Partículas do mundo, inaugurado há alguns meses e instalado na fronteira entre Suíça e França, ainda não entrou em operação. Muitos criacionistas acreditam que esta foi uma providência de Deus. Panes, adiamentos e acontecimentos inusitados, interromperam sua operação por diversas vezes. Essa máquina na verdade, é uma tentativa de um grupo de cientistas céticos e evolucionistas, de provar o improvável: Que a vida começou com o Big Bang. Uma explosão que segundo eles, teria dado origem a todas as coisas no universo. Como podemos aceitar que o acaso gerou a vida? É neste frágil fundamento que a teoria do "Big Bang" está alicerçada. Segundo cientistas, num sentido mais objetivo, o Big Bang, está relacionado com a fase densa e quente pela qual passou o universo a milhões de anos - denominada assim pelo, pelo físico inglês, Fred Hoyle 1915-2001). Essa máquina gigantesca é chamada cientificamente de "Grande Colisor de Hádrons" – LHC sigla inglês, instalado em um túnel de 27 quilômetros, a 100 metros de profundidade no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, próximo a Genebra. É composta, entre outras coisas, de 1,7 mil grandes ímãs, e tem a maior infra-estrutura criogênica (resfriamento) já criada pelo homem, possibilitando uma temperatura de -271°C, igual a do espaço interestelar. Recentemente, o físico norte-americano Frank Wilczek – Prêmio Nobel da Física declarou a imprensa que o LHC era seguro, e estaria sofrendo ameaças por defendê-lo. "Há um consenso científico esmagador quanto à segurança do LHC, baseado na revisão de milhares de documentos e numa discussão muito aberta entre peritos. Assim, não há conspiração nem secretismo" – declarou Frank. Nenhum dos envolvidos admite, mas outra função deste acelerador é encontrar uma partícula atômica chamada "Bóson de Higgs", que os cientistas também chamam de partícula de Deus. Ela seria a fonte de toda massa ou matéria no universo e por consequência, da gravidade. Concordamos com a utilização deste avanço tecnológico, pois a cada dia surgem novas necessidades; mas, o que alertamos é que o homem na grande maioria das vezes, não tem controle ou consciência das consequências de seus atos. Se voltarmos na história, de tempos em tempos, aparece um maluco com idéias maléficas e dominadoras. Se realmente este é o processo de criação da Matéria precisamos ter cautela. Deus é o Sábio, dos sábios. Esse conhecimento certamente é um fardo muito grande perante nossa insignificância. A comunidade cientifica não é unânime quanto à segurança dessa máquina. Especula-se que se ela for ligada haverá o Armageddon, criando buracos negros em nosso planeta. Os buracos negros são verdadeiros "aspiradores" de matéria (substância que compõe todas as coisas), puxando tudo para dentro dele, até mesmo a luz. A expressão buraco negro, foi dita pela primeira vez em 1968 pelo físico americano John Archibald Wheeler (1911–2008). Teoricamente, um buraco negro pode ter qualquer tamanho, de microscópico a astronômico. Este acelerador, o LHC, especula-se, pode gerar um pequeno, mas altamente perigoso buraco negro na Terra, e não se sabe com precisão suas consequências. Muitos estudos dizem que isso não vai acontecer. Mas como decidir o que fazer, se o risco, embora baixíssimo, envolve a destruição da Terra? Sir Martin Rees, astrônomo britânico, é um dos que alertam para experimentos como esse, que, embora com uma probabilidade muito baixa, têm chance de causar resultados catastróficos. Todos os dias a humanidade prova ser imediatista, inexperiente e irresponsável quanto à preservação da vida e do meio ambiente. Nem sequer cuidamos do planeta que nossos filhos e netos vão herdar, pois infelizmente, o interesse financeiro fala mais alto. Mas aqui fica algumas questões: Quanto vale nosso planeta chamado Terra? Será que podemos mensurar seu valor?! Temos convicção que Deus jamais permitiria que o homem brincasse com a formação do universo, entretanto, não sabemos Sua vontade. A máquina pode até ser acionada e não acontecer nada. Vamos orar para que este não seja o fim dos dias, e outro fruto inconsequente da nossa natureza.

ENTREVISTA: Banda Oficina G3

O quinto álbum da Oficina G3 “Depois da Guerra”, marca uma grande novidade na banda. A chegada do novo vocalista, Mauro Henrique. Em entrevista ao Jornal Cidade Gospel a banda fala, entre outras coisas, sobre a saída do PG em carreira solo. Confira...

A música gospel nunca foi tão aclamada na mídia secular como agora. Vocês acreditam que isso se deve à quebra de tabus/preconceitos, com a participação de intérpretes gospel em trilhas de novelas “globais” ou atribuem este fato a uma providência divina?
Jean Carllos: Não atribuo a participações de intérpretes em novelas, etc. Atribuo à qualidade da música, que cresceu muito e hoje é tão boa ou melhor do que a que é tocada nas FM’s em geral. Outro fator que considero importante é o apoio de grandes marcas de instrumentos musicais à bandas e cantores. Isso fez com que músicos evangélicos pudessem mostrar seu valor em locais onde antigamente não tinham espaço e eram exclusivos de músicos seculares (não-cristãos). Não posso deixar de crer que o fator primordial, com certeza, é DEUS, que sempre nos impulsiona, surpreende e faz o melhor para nós. Ainda há muito a ser mudado, preconceitos quebrados e a liberdade de expressão – tão garantida na nossa constituição – feita nas nossas FM’s, TVs, enfim, na grande mídia em geral.

Juninho Afram: Como um dos integrantes mais antigos da banda, você considera que a saída do PG para carreira solo mudou a proposta de trabalho da banda? Explique.
- Nada mudou, pelo contrário. Este CD mostra, de maneira muito forte, a proposta da banda: evangelizar! Na verdade, a banda “nasceu” desta proposta. Isso se deu muito antes da entrada do PG, e continuou após a sua saída. O dia que o Oficina G3 mudar a proposta, deixará de ser o Oficina G3!

A música é uma linguagem universal. Como a banda enfrenta o preconceito de algumas correntes religiosas sobre o Rock e Metal Gospel?
Duca Tambasco: Já houve época em que isso nos afetava mais, mas hoje tem diminuído dia após dia, pois as pessoas têm visto a seriedade com que levamos nosso ministério. Também gostaria de ressaltar que, independente do sucesso ou insucesso da banda, tocando pra 100 ou 10.000 pessoas, nunca desistiríamos daquilo que nos propusemos a fazer, que é falar do amor de Deus que nos alcançou e modificou nossas vidas.

Juninho Afram: O novo álbum promete! Defina para nós o que representa esse novo trabalho nos quesitos de sonorização e mensagem Cristã.
- Para nós este trabalho representa um divisor de águas, um novo tempo para o Oficina G3! É um Oficina G3 diferente e, ao mesmo tempo, mais do que nunca o Oficina G3! Quanto à sonoridade, é um trabalho que representa bem o que gostamos, um som com muita atitude, peso, mas agradável de se ouvir. Em relação às letras, são totalmente alicerçadas biblicamente, mas bem contextualizadas, para que a mensagem possa atingir principalmente, a pessoas que não conhecem o evangelho. E elas falam das várias guerras que o homem tem, das externas às internas. Ao meu ver, a grande mensagem deste CD é sobre a guerra que INFELIZMENTE acontece no nosso meio: irmão lutando contra irmão! Nós somos um povo dividido. Dividido por nossas vaidades, diferenças, intolerâncias, sede de poder, e tantas outras mazelas humanas! Isso tem que acabar! Temos que acordar! Poderíamos fazer MUITO mais como igreja se fôssemos unidos! E como diz a letra da música “Depois da Guerra”: “Uma guerra entre irmãos, uma guerra perdida”. Todos nós perdemos.... O Reino perde!

Mauro, a receptividade ao seu estilo está sendo ótima. Fale sobre a entrada na banda. Qual é a sua formação e como você chegou a essa potência vocal?
Mauro Henrique: Fico muito feliz em saber que estou tendo uma boa receptividade. Glórias a Deus! Minha entrada na banda foi realmente algo inusitado. Naquele momento, apesar de muitos trabalhos em andamento e de uma viagem marcada para Irlanda com o intuito de estudar inglês, estava tendo uma comunhão muito boa com Deus e pedia incessantemente por uma resposta sobre como dedicar mais tempo a Sua obra. Foi quando, durante uma aula, o telefone tocou e “um cara”, chamado Juninho Afram, me perguntou se eu estava a fim de ter comunhão com os “caras” do Oficina. Fiquei pasmo! Com certeza não esperava por isso. Tentei ao máximo enxergar tudo com olhos espirituais, entendendo o que Deus queria com a minha entrada no grupo. Oramos bastante, e senti que essa era a resposta de Deus. Foi o início de uma grande amizade. Vimos que realmente seria uma benção essa unificação e, é claro, rolou uma interação muito boa com todos, musical e espiritual. Reconheço que Deus me deu este dom, minha experiência musical vem de um relacionamento intenso com a música. Desde pequeno ouvia música e tirava tudo de ouvido, sou auto-didata, procuro estudar bastante, colher informações com meus amigos músicos e, graças a Deus, estou sempre rodeado deles.
Agradecimentos Assessoria de imprensa Grupo MK

JCG/FEVEREIRO: Perfeitos em Unidade

Certo autor disse: "A Igreja tem a capacidade singular de manchar o nome d’Aquele que nunca fez nada de errado". O mundo não crê e a culpa é nossa desunião. Mas não é simplesmente que "o mundo não crê". Paulo diz que por causa de nosso comportamento incoerente "o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vocês" (Romanos 2:24).
A idéia de CORPO é interessante porque é uma das imagens que melhor enfatiza a unidade, pois em 1 Coríntios 12 o apóstolo Paulo deixa claro que somos muitos membros mas um só corpo. E esse capítulo é essencial para nós porque dificilmente o aplicamos no contexto da Igreja como um todo, principalmente no contexto da cidade. O paradigma em nossa mente nos faz olhar para a Igreja como um corpo no sentido de comunidade local e no sentido de Igreja única, em todos os tempos da história. Mas poucos aplicamos de forma clara esse princípio para a Igreja da cidade.
Esquecendo-nos das placas e luminosos, vamos nos ater ao fato de as comunidades locais ou denominações serem tão somente a expressão da diversidade de um corpo. Então começamos a entender o porque de cada uma possuir suas características peculiares, sua forma específica de atuar, e etc.
Quando olhamos separadamente, criticamo-nos uns aos outros porque queremos que os outros atuem exatamente como nós atuamos. Mas, o que seria do corpo se tudo fosse só orelha? ou, se todo o corpo fosse pé – onde estaria a boca? Onde estariam os olhos? O problema é que aquilo que Deus gerou como bênção de um corpo em aliança inquebrável, nós colocamos placas e chamamos de "denominação", "Ministério", etc.
João 17:22 nos mostra que o interesse de Jesus é que a nossa unidade seja como a unidade que Ele mesmo tem com o Pai: "que eles sejam um assim como nós somos um". A unidade existente entre Pai, Filho e Espírito Santo é parâmetro para nossa unidade. A pergunta: qual o ministério mais importante – do Pai, do Filho ou do Espírito Santo? Cada uma das Pessoas da Trindade se manifestou, não para revelar a si mesmo, mas para revelar outra Pessoa da Trindade. Uma aliança entre nós, tendo como base a aliança de Deus, nos levará certamente a esse mesmo tipo de comportamento: sermos um, nos vermos como parte de um corpo, e cada um de nós estarmos preocupados em destacar o ministério do outro e não a si mesmo – lembremos do ensino de Paulo em 1 Coríntios 12: "não podem os olhos dizer à mão: não preciso de ti", e, "os que nos parecem menos dignos, a esses damos maior honra", e ainda, "nossos membros nobres não têm necessidade disso", e mais, "Deus a escolheu os que não são para confundir as que são".
Devemos pensar seriamente nessas coisas antes de falarmos qualquer coisa que diminua o outro. Alguém já disse: "no fim, tudo se resume numa questão de poder". A unidade aparecerá quando submetermos nossas vontades humanas ao Pai e lhe dermos controle de nossos corações, nossas vidas e congregações. A desunião floresce quando a vontade humana domina como soberana. E isso é estabelecer outra aliança – se chama prostituição. A luta pelo poder destrói qualquer semente de unidade entre nós.
Tudo aquilo que Deus faz pelo homem está alicerçado e baseado em uma aliança. Então, quando falamos de aliança precisamos ter como base a aliança de Deus. Ela será nosso parâmetro, pois ainda que alianças entre homens, entre reis, entre povos, já existissem na antiguidade, para o povo de Deus (seja no VT ou no NT) o parâmetro é a aliança de Deus.
"Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa." (Ex 19:5-6)
Assim como em vários outros textos Deus afirma que a aliança é dEle. Ao ampliarmos essa idéia, percebemos que Deus nunca nos pede para fazermos uma aliança com ele – Deus já tem uma aliança. Deus nunca solicitou de nós o estabelecimento de uma aliança com Ele. Deus toma a iniciativa de estabelecer a aliança e nos chama a estar debaixo dela. O critério para estarmos na aliança dEle é "diligentemente ouvirmos a sua voz e guardarmos a SUA aliança". Quando estamos em obediência, estamos também debaixo da bênção da aliança. Quando desobedecemos, saímos das bênçãos da aliança.
Deus não tem várias alianças. Sua aliança é expressa de várias maneiras, com diversas formas, mas nunca muda seu conteúdo e seu objetivo: Deus assume unilateralmente a aliança, o pacto, o compromisso de abençoar o homem no corpo, na alma e no espírito. E nessa aliança ele impõe condições – dar-lhe ouvidos e obedecer os termos da aliança dEle. Onde aparece pela primeira vez a aliança de Deus com o homem? A resposta está em Gênesis 3:15, quando Deus expressa seu juizo sobre a serpente (satanás): "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar"
A partir daí, todas as vezes em que Deus verbaliza uma aliança, não está estabelecendo uma nova, mas reafirmando sua única aliança – aquela que foi expressa em Gênesis 3:15. Por exemplo: quando Deus fala de sua aliança com Noé, o que tinha em foco era Gênesis 3:15 e não Noé propriamente dito. O mesmo se dá em relação a Abraão. Quando este é chamado a sair de sua terra e de sua parentela não é porque Deus estivesse frustrado com a aliança anterior e agora firmava uma nova. Ele tão somente reafirma a mesma e única aliança, mas em outros termos, dentro do contexto vivido por Abraão e inserida no processo de revelação gradual de seu eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus desde a eternidade passada, como nos mostra Efésios 3:11: "segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor"
Não podemos nos esquecer que Deus nunca muda. Nele não há sombra de variação. Ele não tem que ficar mudando sua aliança, criando novas alianças, ao sabor das surpresas geradas pelo homem em sua tendência à desobediência. Deus estabeleceu um plano na eternidade passada, antes mesmo de o homem ser criado. A base desse plano é Cristo Jesus, nosso Senhor. Deus não mudou e nunca mudará a sua aliança eterna.
Quando, na última refeição com seus discípulos, Jesus disse "este cálice é a nova aliança no meu sangue", em verdade não enfatizava que Deus estava CRIANDO uma NOVA aliança, mas selando aquela que era eterna. Qual a diferença entre o que veio antes e o que veio a partir de Jesus? A partir do momento em que Deus começa a revelar sua aliança, deixa claro que ela será firmada, de sua parte, através do sangue. No processo de revelação gradativa de sua aliança, Deus estimula o homem entrar na SUA aliança através do oferecimento do sangue de animais.
Até que chegasse a plenitude dos tempos e a aliança fosse revelada de forma mais completa, o homem deveria renovar a sua parte na aliança DE DEUS através do oferecimento de sacrifícios de sangue de animais. O derramar do sangue de animais não era para que o homem fizesse uma aliança com Deus. O sangue do animal tipificava o sangue de Cristo, o Cordeiro Pascal. É como se Deus fizesse com o homem (em relação à SUA aliança) o mesmo que fez com Abraão em relação à promessa de lhe dar uma descendência numerosa (deveria olhar constantemente para as estrelas e para a areia para visualizar um símbolo de uma promessa que era de Deus e não de Abraão). A cada momento em que o homem oferecia o sangue de um animal, visualisava a aliança DE DEUS e não do próprio homem. Quando veio Jesus, aboliu o velho processo, pois que agora já não haveria mais a necessidade de dia após dia serem oferecidos sacrifícios de animais. Jesus, a Verdadeira Aliança de Deus, foi o cumprimento da aliança eterna. 2 Coríntios 5:18-19 - Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. A pergunta é: Quando essa reconciliação se deu? a resposta seria "...Cordeiro (que) foi morto desde a fundação do mundo"(Ap.13:8b). Ora, sabemos que a fundação de um edifício é a primeira coisa a ser feita antes que a construção propriamente dita aconteça. Isso quer dizer que, antes de qualquer coisa, de qualquer ato criador de Deus em relação ao universo, antes de tudo existir, o Cordeiro foi morto para nos reconciliar com Deus. Essa é a idéia contida em Efésios 3:8-12 - "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele".
A Superior Aliança feita por Deus com o homem, em Cristo Jesus, era inescrutável – tanto para os homens quanto para os demais seres criados, até o dia em que o selo da aliança veio através do sangue de Cristo. Noé, Abraão, Moisés, os Profetas – nenhum deles tinha conhecimento completo desta aliança, pois era um mistério oculto em Deus. Que mistério, de fato, era esse? – Deus decidira criar um povo "exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Para isso, Cristo, o Cordeiro de Deus, morreu desde a fundação do mundo.
Essa é a base da nossa aliança, da perfeita unidade entre nós, e como povo de Deus, como Igreja, Noiva e Corpo de Cristo. Quando falhamos na aliança entre nós, é porque também falhamos na aliança dEle.

Pr. Edson valentim - CONPEV/BAURU
predsonv@hotmail.com