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01 fevereiro, 2012

JCG Janeiro - DEUS PODE TRANSFORMAR A CIDADE


Deus pode salvar e transformar nossa cidade! Se você crê que Deus ouve nossas orações às responde, verá que temos diante de nós uma oportunidade de ouro – a chance de vermos nossa cidade transformada e o clima espiritual aberto para que o povo conheça Jesus. E isso é um chamado para todos nós, povo de Deus, sua Igreja.

Sabemos que nossa cidade e toda a região passam por problemas sérios em diversas áreas. A violência é crescente, e já não nos sentimos seguros nem mesmo nos nossos lares – apesar de toda segurança de que possamos lançar mão. A corrupção e disputas políticas colocam à prova nossa capacidade de acreditar no homem. Apreensões de drogas têm sido constantes em nossa região, e mesmo assim, é cada vez maior o número dos escravos das drogas. A violência doméstica e o abuso de crianças pululam. A prostituição está estampada em cada esquina, a qualquer hora do dia. Nossa cidade está doente moral e espiritualmente.

Mas é possível mudar essa realidade, tomando por base I Crônicas 7:13 e 14, que diz: "Quando eu fechar o céu e não deixar que chova, ou ordenar aos gafanhotos que destruam as colheitas, ou mandar uma peste atacar o povo, então, se o meu povo, que pertence somente a mim, se arrepender, abandonar os seus pecados e buscar a minha face, eu os ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e trarei cura para sua terra".

I - A primeira coisa a ser destacada é que quem fecha os céus, envia gafanhotos e pestes é Deus. Muitos atribuem ao diabo o que, em verdade, é uma ação de Deus. Romanos 1 nos informa que Deus revela sua ira contra toda impiedade e injustiça dos homens.

II - A Igreja precisa se arrepender. Há uma necessidade de quebrantamento urgente no meio da casa de Deus. Somos os responsáveis pelo estado deplorável em que o mundo se encontra. Não somos sal e luz no mundo que apodrece. A sociedade será sempre um reflexo da Igreja.

III - Se a Igreja, arrependida e quebrantada, se dispuser a buscar a presença de Deus, Ele se manifestará. Hoje buscamos a bênção mais que o abençoador, queremos o presente mais que a Presença. Mas quando O buscarmos de coração, desejando ardentemente Sua intimidade, então Ele virá, nos perdoará e transformará a realidade de nossa cidade e nação.

Você crê que isso pode ser realidade hoje? Então vamos unir forças. É o princípio da sinergia aplicado à oração intercessora em busca pela Presença gloriosa dEle. Temos trabalhado e orado isoladamente, mas fazer isso em unidade e concordância gerará um resultado mais intenso e poderoso do que a simples soma dos esforços singulares. Foi por isso que Jesus afirmou que há a necessidade de estarmos unidos para que o mundo creia (João 17:21), que se DOIS de nós concordarmos a respeito de alguma coisa em oração Deus atenderá, bem como o salmista afirma (Salmo 133) que é bom que os irmãos estejam em unidade porque ali o Senhor ordena a bênção.

Será que o mundo não vai crer se pregarmos separadamente uns dos outros? Será que se orarmos sozinhos em nosso quarto não haverá resposta? Será que se estivermos sós em algum lugar Deus não nos abençoará? É evidente que não é por esse caminho que devemos olhar, mas para o fato de que havendo unidade, a bênção e o agir de Deus é muito maior. Veja, por exemplo, Gênesis 11:6 – "O Senhor disse assim: Essa gente é um povo só, e todos falam uma só língua. Isso que eles estão fazendo é apenas o começo. Logo serão capazes de fazer o que quiserem. Vamos descer e atrapalhar a língua que eles falam, a fim de que um não entenda o que o outro está dizendo". Embora aqui haja algo maligno sendo feito, Deus deixa claro um princípio que é espiritual: se há unidade, se há um mesmo falar, se há um só propósito não haverá restrições ao que se quiser realizar. E isso se aplica também à oração intercessora pela cidade.

Apocalipse 18:1-5 anuncia a queda da Babilônia. O texto nos revela que o juízo de Deus foi decretado devido ao acumulo de iniquidade. A Babilônia caiu, pois o inimigo tomou conta e esta se tornou morada de demônios. Leia também Gênesis 15:9-16; Jonas 1:2; Gênesis 18:20-21; Mateus 23:29-33; I Tes. 2:15-16.

Os sistemas que compõe a estrutura de governo de uma cidade podem contribuir para abençoar ou para amaldiçoar, fazendo com que haja um aumento ou diminuição de iniquidade em um determinado lugar. Quais são estes sistemas? Cultura, Educação, Governo, Saúde, Político, Comércio, Segurança, Saúde, etc. Identificamos a ação do inimigo quando são encontradas características nos sistemas de uma cidade que amaldiçoam, promovendo a injustiça e afastando mais as pessoas de Deus. Mas também vemos a manifestação de Deus quando ocorre o oposto a isso. Por outro lado, existem pecados que são praticados de forma individualizadas e suas consequências recaem somente sobre a pessoa que o cometeu. No entanto, todo pecado individual é também somado ao pecado individual dos demais habitantes da cidade. Essa somatória, acrescida aos sistemas malignizados, é que origina o chamado pecado coletivo que se refere a um grupo de pessoas ou, à cidade no caso. Então, existe a soma dos pecados individuais e os pecados da cidade como um todo. E as consequências destes pecados praticados de forma coletiva recaem única e exclusivamente ao lugar ou cidade em que este grupo de pessoas pecou.

Amado, existe uma guerra pela cidade – e Satanás tem dominado os sistemas que movimentam a cidade. Então é necessário reagirmos em quebrantamento, arrependimento, intercessão e busca pela Face do Senhor.

Uma distorção que Satanás tem conseguido incutir na Igreja com objetivo de distanciar-nos dessa visão do plano de Deus está na perspectiva de crescimento que tem dominado o mundo evangélico. Comumente o crescimento numérico de Igrejas têm sido visto como uma vitória satisfatória, de tal forma que a maioria esmagadora da liderança cristã tem estado satisfeita com os números do IBGE. É como se essa fosse a expressão de um avivamento e até da aprovação de Deus a tudo o que estamos fazendo. Mas posso afirmar que essa é uma visão distorcida. Na verdade, Satanás não se importa tanto com Igrejas cheias, desde que não se preocupem em libertar as cidade e nações.

Tenho compartilhado em muitos lugares o que vi em Almolonga, cidade do interior da Guatemala. Extremamente pobre, suas terras áridas impediam que se investisse ali. Não chovia. As crianças viviam nas ruas. Os divórcios se multiplicavam. Os bares viviam cheios e a embriaguez produzia muita violência doméstica. As quatro cadeias da cidade viviam lotadas. E no meio de tudo isso, um templo pagão, onde sacerdotes conduziam cultos ao seu deus. Essa era a realidade de Almolonga até que um alcoólatra conhecido se converteu. Isso chamou a atenção de povo. Outras conversões se sucederam. Os pastores começaram a se unir para orar. As placas denominacionais foram deixadas de lado em prol da intercessão conjunta. Pouco tempo depois os sacerdotes pagãos se reuniram e concluíram: "estamos perdendo poder, precisamos sair dessa cidade" e transferiram seu local de culto para outro lugar.

O resultado? Começou a chover. Água brotava da terra. As quatro cadeias estão fechadas. Os bares vazios estão se fechando. Os homens, ébrios, se converteram e hoje trabalham nas plantações. A Almolonga pobre hoje exporta hortaliças para todo o país e para os vizinhos. E posso testemunhar: vi beterrabas quase do tamanho de um melão, repolhos imensos, rabanetes que se colhiam cinco vezes ao ano, e assim por diante. Almolonga experimentou 2 Crônicas 7:14.

Eu creio que é possível. Creio no que Deus tem falado ao meu coração sobre a transformação de Bauru e toda a região. Deus quer usar sua Igreja para isso. Deus quer usar você. É tempo de Deus para Bauru. É tempo de Deus para o Brasil.


Por Edson Valentim - Pastor da Igreja Batista Bereana, Coordenador Teológico do JCG.

13 janeiro, 2012

Cristolândia vira refúgio de dependentes em SP

Numa ação criticada por diversos setores da sociedade e considerada como excessiva, a Polícia Militar realiza desde o dia 3 de janeiro uma operação na região da cracolândia (SP) para combater o tráfico de drogas e evitar aglomerações de dependentes na região. A operação deve persistir na região por tempo indeterminado.
 O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, afirmou ontem que traficantes pequenos já foram presos e o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) está trabalhando para mapear o caminho da droga que chega a região.
O problema, ao que parece, é que a ação não levou em conta o grande número de pessoas a estrutura montada para dar encaminhamento aos dependentes parece não ter sido suficiente para a demanda. 
Usuários de drogas, agora, se espalharam pelo centro de SP e já causam problemas. 
Uma multidão maltrapilha fugida da cracolândia, agora faz filas diariamente em busca de abrigo na porta da Cristolândia, missão evangélica que funciona na região central de São Paulo há quase dois anos. O local virou refúgio após início da operação policial no local. Com a presença ostensiva da PM na região, a missão Batista passou a funcionar em esquema de plantão, com suas portas abertas 24 horas para a galera acuada do crack. 
O projeto encaminhou nos últimos 22 meses cerca de mil usuários para internação e centros de formação evangélica. Nas duas últimas semanas, o número de internações, via Cristolândia, bateu o recorde de 90.
 "Fazíamos uma média de 40 por mês. Já chegamos ao dobro disso em dez dias e vamos abrir novas 200 vagas", contabiliza o pastor Humberto Machado, 53, coordenador da missão.

11 janeiro, 2012

ARTIGO: Faces do Perdão (parte 3)

"Sim, eu perdoo, mas não me esqueço!" (“ditado” de conhecimento e uso públicos).

"Pois, perdoarei as suas iniquidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei" (Jeremias 31. 34 - Hebreus 8. 12).
Nos dois artigos anteriores discorremos sobre as duas faces do perdão, no sentido humano:
- quando somos o agente ativo, o ofensor;
- e quando somos o sujeito passivo, o ofendido.
Terminamos o segundo artigo, citando uma frase que é muito comum ouvir: "perdoo, mas não esqueço".
Esta é a nossa característica, como seres humanos que somos, sujeitos às tentações, aos pecados, às quedas, após termos sido levantados, o que faz parte, o que é inerente à nossa natureza, após o Éden.
Hoje vamos nos aventurar [atrever] a examinar a postura de Deus, santa, perfeita, fiel, misericordiosa quando pecamos contra Ele [e contra o nosso próximo, o que ofende a Ele também], e é só isso que vivemos fazendo: caindo, sendo perdoados, recaindo, sendo levantados, e assim vamos vivendo uma sucessão de altos e baixos, eternamente dependentes do amor, da graça, da misericórdia, do perdão de Deus.
Deus, de fato, perdoa e isso vem sendo demonstrado em todo o contexto bíblico, durante o longo decorrer da história. Ele perdoa e não mais se lembra, isto é, esquece definitivamente o nosso pecado.
Ele, o Senhor, estabelece uma aliança com a pessoa humana, com vistas a nos dar o melhor de Si: salvação, cura, vida abundante, felicidade, amor, bondade, comunhão com Ele e com o próximo, etc., mas nós estamos sempre tropeçando em alguma coisa, e, na maioria das vezes, nas nossas próprias pernas [como um bêbado] e levamos tudo água abaixo.
Assim foi e tem sido nas diversas dispensações: adâmica, abraâmica, mosaica, da graça, etc.
Enfim, Deus sempre vindo ao nosso encontro, proporcionando-nos novas oportunidades, enquanto nós [em termos de humanidade] damos pouco ou nenhum valor à ação de Deus.
Finalmente, Era da Graça, Deus derrama seu perdão sobre toda a humanidade, através da morte expiatória de seu Filho, Jesus, numa cruz, em nosso lugar, a nosso favor, e continua a humanidade a desobedecer, a não fazer caso de tão grande amor, amor espontâneo, amor sacrificial de dar o seu próprio Filho para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3. 16).
Dentro do contexto bíblico, esta é a última oportunidade que ainda temos de receber Jesus como único e suficiente Senhor e Salvador, pois o que se aproxima [após a retirada da terra dos convertidos a Jesus: a Igreja] é uma tribulação muito grande, como nunca antes ocorreu e nem nunca ocorrerá depois, conforme o próprio Cristo deixou claro: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais" (Mateus 24. 21).
Deus é bom, Deus é Pai, Deus é misericordioso, Deus é fiel, Deus cumpre as suas promessas literalmente, mas Deus também é Justo, e como tal não pode premiar aqueles que se mantêm rebeldes à sua permanente ação de perdoar.
A grande prova de amor, de misericórdia, da graça do perdão para conosco, já foi dada, quando o Pai entregou seu próprio Filho para sofrer e morrer em nosso lugar.
Ele ofereceu-nos o seu bem maior!
O fim dos tempos já era para ter se cumprido, mas Deus vem exercendo o seu perdão, a sua misericórdia ainda hoje, para que todos se arrependam, tendo em vista que é da Sua vontade que nenhum se perca.
"Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (II Pedro 3. 9).
O dia é hoje, a hora é agora, “amanhã pode ser muito tarde”, com diz o hino; aceitemos o convite do Senhor e juntemos-nos a Ele, tornando-nos, desde que cristãos, um só com Deus e com Jesus, como é vontade dEle, já manifesta na oração sacerdotal (João 17).
Ele já fez a sua parte, depositando em nosso favor toda a sua fortuna, o seu bem maior [a vida de Jesus].
Conta uma “estória” ilustrativa que um determinado pai, milionário, tinha apenas um jovem filho, o qual “capengava” profissionalmente. O pai, sentindo já estar próxima a sua morte, depositou toda a sua fortuna em um banco, em nome do filho, a quem deu ciência antes do suspiro final. Após a morte do pai, o filho que já não ia bem, ficou desempregado. Para se manter começou a depender da ajuda de terceiros, em vez de ir ao banco e sacar quanto e quando necessário.
Tem sido assim a atitude de grande parte da humanidade, a Graça já foi derramada sobre todos nós, através da morte substitutiva de Jesus, está disponível [é Graça] só nos é necessário “sacar” (apropriarmo-nos dela) mas, em vez disso, a humanidade prefere tentar outros caminhos, tais como: “obras”, “sacrifícios”, “falsos deuses” “sutis e vãs filosofias”, “paganismo”, “esoterismo”, “ocultismo”, etc.
Repetimos: O dia é hoje, a hora é agora, “amanhã pode ser muito tarde”, com diz o hino; aceitemos o convite do Senhor e juntemos-nos a Ele, tornando-nos, desde que cristãos, um só com Deus e com Jesus, como é vontade dEle, já manifesta na oração sacerdotal (João 17).

Edmar Torres Alves – é colaborador do JCG e editor do Blog Sê Fiel
www.sefiel.com.br

09 janeiro, 2012

ARTIGO ESPECIAL: Bom início de ano


Este é o meu primeiro texto após a virada do ano. Pensei em escrever algo interessante e otimista, afinal, o pessimismo não ajuda em nada e ainda prejudica. É impressionante como muitas pessoas não se dão conta disso, e seguem pela vida afora reclamando de tudo e de todos. Fazem-me lembrar aquele personagem dos desenhos animados que andava com uma nuvem de chuva na cabeça, dizendo: oh céus, oh vida, oh azar! E, obviamente, sempre chovia na cabeça dele, ainda que estivesse um dia maravilhoso ao seu redor. Isso dá uma boa dica acerca de que costumamos fazer acontecer o que inconscientemente buscamos e acreditamos. Sem dúvida é the secret (o segredo) em ação. 
Cientes disso vamos imaginar e desejar coisas boas ao invés de coisas ruins. O início do ano é propício para exercitarmos visualizações e desejos positivos, realizando uma espécie de programação favorável para os meses seguintes. Muita gente já está com a mente impregnada por negatividade em relação a 2012. Alguns esperam até mesmo o fim dos tempos. Honestamente, não acho que o mundo vá acabar justo agora que estamos em processo de depuração, afinal, hora ou outra o mal tinha de dar as caras para poder ser combatido.
 O que tem deixado muita gente de cabelo em pé e acreditando no fim é a divulgação da maldade, que antes também existia, mas ficava escondida. A gente não sabia de nada, mas acontecia. Éramos todos “cabeças de repolho”, como diria Rubem Alves. A coisa estava lá, mas a gente não percebia, não enxergava. 
Com o advento da globalização e os meios de informação cada vez mais ágeis e rápidos, ficamos sabendo muita coisa do que acontece no Brasil e no mundo. Tomamos conhecimento da evolução nas artes e na música, assim como das derrocadas de sistemas político-econômicos, morte de ditadores; fome e miséria espalhadas pelo globo terrestre. Oh, meu Deus, o mundo vai de mal a pior... Que nada! O mundo sempre foi mundo, só que agora estamos vendo o que a gente não via. Sinal de que as coisas melhoraram. 
Melhoraram sim, pois hoje vemos a face do inimigo que antes estava oculto. É difícil lutar contra o quê e quem não se vê; mas, vendo, podemos traçar estratégias de combate e nos conscientizar acerca da necessidade de mudança.
 Percebem como as coisas estão ficando claras? Querem melhor notícia para iniciar 2012? Certamente, o ano vai ser ótimo! E quem foi que disse que limpar feridas não dói? Dói sim, mas depois dá um alívio... Bem-vindos a 2012! Sinceramente, desejo a todos um bom início de ano.


Maria Regina Canhos Vicentin é escritora e colunista no JCG.