Câmara dos Deputados aprovou no último dia 14, o projeto de lei que transforma em crime a discriminação e o preconceito por orientação sexual. O texto amplia as leis que já proibem a discriminação, mas que hoje se limitam a raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. Se for aprovado, atitudes como impedir o acesso de homossexuais, por exemplo, em igrejas e restaurantes ou mesmo quem proibir manifestações de afeto, pode ser punido com prisão de um a três anos. Já quem praticar, pregar ou incitar a discriminação contra homossexuais, além da prisão, fica sujeito a pagar multa. As opiniões a respeito do projeto de lei são bastante divergentes, mas na prática ele pode levar à prisão qualquer um, mesmo um pastor, que se negar a celebrar casamento entre pessoas do mesmo sexo ou um padre, que ao ler a carta de São Paulo, também poderia estar cometendo um crime.
O JCG conversou com o pastor presidente do CONPEV - Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru, Edson Valentim, que categoricamente classificou o projeto como uma aberração. Destacou também, que a liberdade de expressão contra qualquer tipo de comportamento não pode ser considerada como discriminação, classificando o projeto como antibíblico. "Preciso ter a liberdade de afirmar minha posição sem qualquer discriminação contra os homossexuais. São pessoas, amadas por Deus, por quem Jesus se entregou na Cruz e devo amá-las da mesma forma como Deus as ama". Sabiamente, Valentim se coloca contra qualquer tipo de discriminação, pois a Bíblia é contra, alegando que este tipo de projeto carrega outras intenções. "Considero que coibir discriminação e os abusos é legítimo, mas creio que o projeto na verdade tem outro objetivo. Não é uma lei a favor, nem contra, tem finalidade específica — acentuar uma cultura que pretende ser dominante. Vivemos uma orquestração para a imposição, "goela abaixo", de um estilo de vida nada cristão. De fato, o que me parece, é que é crime falar de família, pregar casamento entre homem e mulher, estimular que as crianças tenham um linguajar saudável e que os jovens se guardem para o parceiro do casamento. Não é de se admirar que a sociedade esteja esse caos que vemos hoje" – alerta. "O COMPEV é a favor que se combata a discriminação e os abusos que desvalorizam a pessoa humana em qualquer aspecto e, isso inclui também, a discriminação ao evangélico —, minoria nessa nação. Quando se propõe uma lei contra a homofobia, se deveria igualmente propor uma lei contra a "cristãofobia", contra a "famíliafobia", contra a "éticafobia" (essa, mais urgente do que nunca, faria uma limpeza a partir dos mais altos escalões do Planalto e do Congresso), etc" - completou.
Valentim, chama à reflexão toda nação evangélica, acompanhe: "Se nosso tempo é de incoerência e expressões totalitárias, tem sido também o tempo do não-pensar, do não-refletir. Se essas políticas ou leis absurdas nos são impostas goela abaixo, é porque temos um povo manso que tem preguiça de pensar. Ainda bem, que de vez em quando, surgem seres pensantes que ousam divergir e claramente dizem "não". Portanto, registro aqui o meu "não" a essas incoerências que na verdade tem muito de coerência com as ideologias intolerantes e totalitárias que tentam nos impor goela abaixo... Não posso concordar com aquilo que a Bíblia condena" - concluiu o Pr. Edson Valentim.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), também já se manifestou contra esse projeto alegando que historicamente, a igreja Católica combate e é contra qualquer tipo de discriminação, mas também, tem o dever de defender os direitos fundamentais de crença e a liberdade de manifestação e de associação. Segundo o advogado da CNBB, este projeto cria um crime de repressão ou restrição a manifestação homoafetiva. O projeto está na comissão de Direitos Humanos do Senado e ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça.
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28 abril, 2010
24 abril, 2010
JCG/ABRIL: PRINCÍPIOS VERDADEIROS
Suja ou limpa? Esfarrapada ou adornada? Que Igreja o Noivo virá buscar?A história de Ester nos fornece um exemplo claro, uma figura magnífica sobre como a noiva é aguardada pelo Noivo. Vejamos alguns aspectos da história de Ester que nos remetem ao relacionamento da Noiva (igreja) com o Noivo (Jesus): Ester não escolheu o noivo. Tornou-se rainha por decisão soberana de Assuero. Antes que as bodas acontecessem, passou todo um ano de preparação, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com os perfumes e ungüentos; A confiança de entrar na presença do noivo, confiada apenas da misericórdia e graça. Bastam esses três pontos para entendermos a história de Ester como uma figura do que Deus estava preparando para o futuro.
Sabemos que o plano original de Deus sempre foi a Igreja. Seu objetivo original não era Adão, não era Noé, não era Abraão, nem Israel. Antes que tudo fosse criado, Deus já tinha escolhido para si a Igreja. Efésios 3:11 nos informa que isso fez parte de um propósito eterno de Deus em Cristo Jesus. O próprio Cordeiro de Deus, o Noivo, foi morto antes da própria História humana, conforme vemos em Apocalipse 13:8. Assim, como disse Jesus, não foi a Igreja que o escolheu, mas ele nos escolheu (João 15:16). Por isso, só podemos amá-lo porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). E isso revela o primeiro ponto da história de Ester. Somos fruto de uma escolha soberana, da graça bendita daquele que nos amou primeiro.
O segundo ponto da história de Ester nos remete ao processo de purificação e adorno da noiva para o aguardado encontro com o Noivo. Sabemos que Ester jamais poderia entrar na presença de Assuero de qualquer forma, com qualquer forma e, principalmente, sem banhar-se adequadamente e preparar-se durante aqueles doze longos meses. Não dependia do gosto de Ester. Não tinha a ver com o que ela tinha aprendido, com o que ela achava e, muito menos, com o que ela gostava. Tinha a ver com quem era o noivo. Em qualquer outra cerimônia de casamento, a preparação da noiva seria simples e num tempo mais curto. Mas no caso de Ester, o noivo não era qualquer um – ele também era o rei. Ela não deixara de ser judia, nem abrira mão de sua herança familiar – mas se ela quisesse casar-se com aquele noivo precisava preparar-se, e muito bem. Tem Jesus menos valor que Assuero? Ocupa o Rei dos Reis lugar de menor importância? As bodas do Cordeiro de Deus exigiriam menos que as bodas de Assuero? O terceiro ponto é uma consequência dos anteriores. Uma vez que tenha sido escolhida e tenha se preparado adequadamente, agora é entrar à presença do rei, contando com sua graça e misericórdia.
Ao nos depararmos com essa história, somos levados a fazer um paralelo com o relacionamento Cristo-Igreja. Quanto ao primeiro ponto, não temos muito que fazer. Afinal, o que nos é pedido é o exercício da fé em confiar na escolha soberana de Cristo, de fazer-se maldição em nosso lugar, de nos comprar por bom preço – afinal, assim como Ester, éramos parte de um povo escravo, mas agora fomos soberanamente chamados ao convívio da intimidade do Rei.
O problema está no segundo ponto. A questão aflitiva é que a noiva hoje não tem se preparado para o encontro com o Noivo, e pior, parece não querer se preparar. À primeira vista, nos parece que a Igreja ignora que o preparar-se tem a ver com QUEM é o Rei, e não conosco ou com o que pensamos, gostamos, desejamos e planejamos. A Igreja tem sido condescendente, indulgente, transigente com o sujeito de seu próprio corpo e tem-se esquecido que para entrar à câmara do Rei, para com Ele ter intimidade, precisa se purificar, banhar-se em óleos de santidade e pureza.
É certo que precisamos entender que a Igreja é feita de pessoas. Pessoas comuns, falhas, ainda contaminadas pela queda. É certo que precisamos ter olhos cheios de graça para entender que jamais seremos perfeitos e que Deus jamais nos pedirá isso – Ele sabe que jamais conseguiremos chegar à perfeição. No entanto, a pregação ufanista e humanista que tem tomado conta da Igreja tem-nos feito crer que podemos, temos o direito, somos capazes de entrar à intimidade do Rei e que é Ele quem tem obrigação para conosco – e ai dele se não a cumprir. Chegamos ao cúmulo de determinar que Deus tem que fazer isso ou aquilo, como se fosse nosso serviçal. Deus não "tem que" nada!!! Se Ele cumprir qualquer palavra ou promessa é tão somente porque Ele é fiel a si mesmo, é pela sua Graça bendita. Ele é Senhor! E exatamente porque a Igreja tem se voltado para o humanismo é que hoje se vê enredada numa teia de corrupção e pecado – e ainda considera ter o direito de entrar à presença do Rei.
Infelizmente hoje, a Igreja brasileira tem sofrido por permitir a sujeira de seu próprio corpo e não tratar ou não saber tratar biblicamente o pecado. A Igreja tem-se perdido na sua própria roupa suja e tem perdido de vista que foi chamada pelo Noivo a banhar-se em óleos de santidade e pureza. E para esse estado de coisas nós contribuímos, pastores e líderes. Nós, que fomos chamados a agir como os "amigos do Noivo", que preparam a noiva e a adornam adequadamente para as bodas, temos em muitos casos traído o Noivo desejando possuir sua amada noiva.
Podemos pensar nos escândalos que são manchete, mas temos que olhar para os "pequenos pecadinhos" que pululam o Corpo e, principalmente, temos que prestar atenção que os que vêm à tona são apenas uma pequena parte, apenas a ponta do iceberg. Infelizmente os pecados não têm sido tratado adequadamente pela Igreja. Então, quando o pecado não é tratado, a Igreja acaba não gerando ovelhas, mas lobos, ou seja, pessoas comprometidas consigo mesmas e em como podem ser agradadas pela Igreja verdadeira. Nisso incluo pastores que vivem em pecado e geram uma comunidade de lobos, pois acaba reproduzindo suas próprias mazelas na vida de seus seguidores. Líderes que encobrem suas próprias transgressões, por não terem coragem de se expor e permitir o processo de purificação na própria vida.
Arão, quando foi escolhido Sumo Sacerdote, foi levado à porta da tenda da congregação. Ali ele foi despido. Ficou nu diante da congregação do povo de Israel. Nessas condições foi lavado. Somente após, foi vestido da roupa sacerdotal (Êxodo 29). Muitos líderes estão condenando as ovelhas (e consequentemente a Igreja) a uma vida de derrota porque não admitem tratar seus próprios pecados, nem os pecados das ovelhas. Muitos pastores preferem fechar os olhos devido ao medo de perder as ovelhas se elas forem corrigidas, e permitem lobos no meio das ovelhas. Outros, pensam nos dízimos e ofertas que perderão, e se vendem ante a necessidade financeira da congregação. Alguns simplesmente não sabem o que fazer, como agir, até onde ir na correção, porque sequer conhecem a Bíblia o suficiente para compreender o processo ensinado por Deus para correção e disciplina daquele que está em pecado. Por isso, muitos estão nas Igrejas tentando manipular a liderança e o pastor. Outros reclamam das mensagens, dependendo do tema, porque só querem ouvir o que lhes é conveniente. Enfim, estão envolvidos na Igreja para serem servidos, porque nunca entenderam que assim como o Noivo, fazemos parte da Igreja para servir e dar a vida. E os responsáveis por essa condição somos nós mesmos, líderes, que não entendemos ainda que... Primeiro, a Bíblia é clara a respeito da necessidade e mostra exatamente como fazer a disciplina. Jesus, o Noivo, virá buscar uma Noiva santa, adornada para Ele - não uma noiva esfarrapada e suja. Nós pastores vamos prestar contas de como cuidamos da Noiva e de como a apresentaremos a Ele. O grande problema é que a Igreja não está aberta para tratar pecados como a Bíblia manda que seja feito. Não queremos nos banhar em óleos de santidade, como Ester teve que fazer para entrar à presença do rei. Creio que mais do que nunca precisamos de episódios como o de Ananias e Safira para que o temor do Senhor volte ao seio da Igreja – certamente isso prepararia o caminho para o avivamento que desejamos. Creio que precisamos de verdadeiros tsunamis espirituais que derrubem os alicerces falsos erguidos pela mensagem humanista da Igreja de hoje. Vivemos impulsionados pelo hedonismo, onde cada um está preocupado apenas com o prazer a ser alcançado através da Noiva, do troco que teremos se fizermos algo para o Reino, do lucro que auferiremos se entregarmos alguma coisa. Precisamos urgentemente de muitos "João Batista" que clamem: ARREPENDEI-VOS!!! Mostrem frutos dignos de arrependimento!!! Tratem o pecado, lavem a noiva, purifiquem-se, porque as bodas se aproximam e o Noivo está a caminho. Isso porque a motivação não deve ser simplesmente disciplinar, corrigir no sentido de punir, mas restaurar o caído na busca de uma vida de santidade porque Santo é aquele nos chamou das trevas para a sua maravilhosa Luz. A Igreja não pode também ser lugar de massacre, mas casa de remédio. Não pode ser lugar de eutanásia – mas de cura. Jesus deixa claro que devo ir ao irmão caído primeiramente para ganhá-lo de volta. Somente se ele não quiser arrepender-se e deixar o pecado, devo levá-lo à disciplina que, em última instância, implica na exclusão – ou seja, como Paulo ensina, seja entregue a satanás para que o corpo padeça mas o espírito seja salvo. Aliás, Paulo é enfático quanto a isso, como ensina em 1 Coríntios 5:11. Igreja é lugar de disciplina e amor. É lugar de restauração do ferido, de tratamento do pecado para resgate do caído. É igualmente lugar de disciplina, para que a Igreja aprenda e mantenha o temor do Senhor.
Pastor Presidente do CONPEV
predsonv@hotmail.com
• APARTES •
"A Igreja de Jesus sempre atraiu multidões,
mas isso não quer dizer santidade"
COM QUE AUTORIDADE FAZES ESTAS COISAS? Esta pergunta é feita a Jesus em Mt.21:23 pelos principais sacerdotes e os anciãos do povo. Para falar de Autoridade Espiritual precisamos aprender com Jesus e Ele nos ensina isso em Jo.3:27, que diz: o homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. Quando olhamos a vida de Jesus podemos ver que Ele fazia todas as coisas com Autoridade, porque Ele tinha caráter, santidade e comunhão intensa com o Pai. Hoje, assistimos muitas coisas acontecendo e atraindo multidões, mas onde estão sendo ensinados os princípios de Autoridade que não conseguimos identificar dentro da Igreja, que é o primeiro mandamento com promessas: honrar pai e mãe, que são referenciais de Deus para nós aqui na Terra. Como podemos dizer que amamos a Deus que não vemos e desrespeitamos nossas Autoridades que vemos? A Igreja não pode fugir de sua essência e negociar os seus valores e princípios para ser aceita pela sociedade e sim, a sociedade aceitá-la como foi estabelecida em Jesus por Deus. Jesus quando é interrogado com que Autoridade Ele fazia aquilo não estava sendo aceito pelos sacerdotes da época que se sentiam ameaçados. Só exerce Autoridade aquele que sabe quem é em Deus, porque toda Autoridade é constituída por Deus. A Igreja de Jesus sempre atraiu multidões, mas isso não quer dizer santidade — selo de Autoridade, onde Jesus mesmo falou que muitos ali só vinham por causa do pão natural. A unidade com santidade é que vai trazer de volta a Autoridade da Igreja de Cristo, para que Ela seja encontrada preparada na volta de seu noivo. Esse papel da unidade só será viabilizado se nós pastores (sacerdotes de hoje) pararmos de questionar com que autoridade isso ou aquilo acontece e nos unirmos, saindo de nossas áreas de conforto em busca de uma dedicação uns aos outros com amor fraternal (Rm.12:10), com comunhão intensa com nosso Deus, e aí sim, o mundo verá que nós e o Pai somos um, aí o Poder de Deus será derramado sobre Bauru, São Paulo, Brasil e todas as nações.
Raimundo Alcantara - Pastor da Comunidade Sara Nossa Terra/Bauru
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"Cruz não é discurso vazio!"
Na primeira carta ao seu jovem discípulo Timóteo, o apóstolo Paulo o ensina como combater o bom combate. "Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza". Entendo que Paulo tem um padrão de conduta cristã em mente e, é exatamente isto que ele trata de assegurar ao escrever estas palavras para Timóteo. Seu discípulo deveria ser um referencial diante da Igreja de Cristo. Só há uma forma de ser referencial cristão, descrita em Mt.16:24 "Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me". Em primeiro lugar, a cruz traz consigo o cumprimento das escrituras, está fundamentada na Palavra, evangelho sem cruz, é evangelho sem a Palavra de Deus. Em segundo lugar, a cruz é a realização do padrão no procedimento, pois encerra em si o mais elevado ato de obediência. Cruz não é discurso vazio! Paulo, também exorta a ser padrão no amor, o Cristo na cruz é o mais forte testemunho de renúncia, desprendimento, e amor (Jo. 3:16). 1Timóteo 4:12 fala em seguida de ser padrão na fé. Não há outra fé cristã além daquela que repousa na reconciliação pelo sangue da Sua cruz (Cl.1:20). E finalmente, padrão na pureza. Em Gálatas 6:14 lemos: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo". Esta afirmação de Paulo nada tem em comum com busca de interesses pessoais, fazer das ovelhas fonte de lucro, traficar influência, ou se entregar às paixões carnais. Padrão de pureza é padrão de santidade, é continuar sim vivendo no mundo, mas não fora de Cristo.
Reconhecendo este escrito de Paulo, assim como as demais escrituras inspiradas pelo Trino Deus, podemos dizer sem medo de errar que: aquilo que em nossos dias temos visto e ouvido sendo chamado de evangelho não possui cruz; e que o ajuntamento que chamam igreja não é a Igreja de Cristo. No entanto, por mais paradoxal que pareça, a igreja de Cristo está tão viva como sempre, e o evangelho tão poderoso e transformador como nunca deixou de ser. Onde? Se você é verdadeiramente de Cristo já tem a resposta. Agora, se não tem certeza sobre isto, aqui vai um alerta: cuidado com o evangelho sem cruz, e com a igreja sem Cristo!
William T. Quintela - Pastor da Igreja Batista JD. Bela Vista/Bauru
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"Tempos infelizes onde mega
igrejas seduzem prometendo riquezas"
João 17:14 – Dei-lhes a Tua palavra e o mundo os odiou, porque não são do mundo assim como eu não sou do mundo. O que vejo hoje, infelizmente, é que a igreja moderna vive um relacionamento amistoso com o mundo, compactuando com o "sistema pervertido". A normalidade com a qual a Igreja aceita as regras desse citado sistema, pervertendo-se, nos coloca todos como iguais. Contudo, as Escrituras são claras quanto à afirmação de Jesus de que não somos deste mundo – mas somos enviados a este mundo para anunciar o Reino de Deus.
Em nossa teoria Cristã Evangélica, como temos vivido e praticado, vemos discursos de que a igreja é santa, única e gloriosa, mas na prática vemos uma igreja dividida e preocupada com números, crescimento individual e que muitas vezes, busca novos membros nos "rebanhos vizinhos" — sem nenhuma ética. Tempos infelizes onde grandes corporações (mega igrejas), seduzem muita gente prometendo as riquezas deste mundo: carros, dinheiro e até iates (Teologia da Prosperidade), desvirtuando o verdadeiro Evangelho da Graça de Deus. Não seria esse um sinal do capitalismo mundano, real, nu e cru nas entranhas da Igreja?
Meditem na oração do Senhor Jesus Cristo em João capítulo 17. Observe como o Senhor Jesus fez sua oração, com um coração humilhado, desejando ardentemente que sua Igreja seja guardada de se corromper por esse mundo. Olhe e você verá a diferença entre a oração do Senhor e a prática atual da Igreja. O desejo de unidade para o mundo crer é confrontado com o comércio de igrejas abrindo uma ao lado da outra, com obreiros na porta convidando para entrar e conhecer sem compromisso, como um vendedor expondo seu produto como um melhor que o concorrente. Seria esta a Igreja Santa e Gloriosa? Não creio.
I João 2:15 – Não ameis o mundo nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele.
Pedro Peres - Pastor da comunidade Cristã Nova Aliança/Agudos
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"... A igreja evangélica tem respondido
de maneira leviana e desonesta!"
Primeiramente, quero dizer que amo o Senhor Jesus e a igreja de todo o meu coração! Nunca compreenderei este imenso amor e misericórdia, mas ao olhar para o estado em que se encontra a igreja, é impossível não questionar porque ela não corresponde ao chamado para uma vida de santidade como expressão mínima de gratidão. Creio que um dos fatores desencadeantes é o fato da Igreja não viver mais alguns princípios bíblicos de forma séria.
Vejamos, por exemplo, a graça e perdão de Deus, graça que não mereço e me dá acesso através do sangue ao perdão do Pai dos meus pecados (Ef. 2:8-9). O que Ele decidiu fazer de maneira soberana é resultado do seu amor que nos constrange (ou pelo menos deveria) e nos levar em gratidão à uma resposta: Santificação. Entretanto, sabemos que não é assim que a igreja tem respondido, ela tem vivido graça e perdão de maneira leviana e desonesta. Temos visto se repetir uma prática idolátrica de troca de favores como se Deus assim agisse.
Sem a confissão de pecados não há perdão não é mesmo? Será que Deus se deixa enganar? Claro que não! Quando vemos a Igreja doente isto deveria ser claro para nós...
A Palavra afirma que se nos humilharmos e orarmos Ele SARA a terra e PERDOA os pecados (2Cr. 7:14). Não seria a razão de tamanha enfermidade o fato de muitos acreditarem que tratam pecados quando na verdade não tratam? Se estamos "doentes" é sinal de que ainda precisamos de cura e, sabendo disto, porque não agimos corretamente ao invés de andar como néscios? (Jr. 4:22, Ef. 5:15) O princípio básico que norteia a confissão de pecados é o arrependimento. A Palavra ensina que confissão deve ser fruto dele (Mt. 4:17). Arrependimento não é remorso nem constatar o erro, é saber a necessidade de confessar apenas porque está escrito, é reconhecer que pequei contra Deus primeiramente, querendo mudar. É como se converter de novo, e de novo, em todo tempo, com desejo genuíno de ser santo pois é isso que o Senhor espera. Mas isto precisa ser ENSINADO com práticas e não com discursos vazios. Enquanto a liderança da Igreja não assumir sua posição de canal de Deus para tratamento de si mesma, o povo verá este "discipulado" como perverso e demagogo e continuará não dando a devida importância ao tratamento do pecado.
Marcia Regina Madeira - Pastora da Igreja Batista Bereana/ Bauru
20 março, 2010
JCG/MARÇO: Fertilização Artificial

A reprodução humana tem o seu processo natural estabelecido por Deus, desde a criação do mundo para garantir a continuidade da raça humana. Entretanto, os casais se veem frustrados em razão óbvia do quadro de infertilidade. A ciência, de cerca de quarenta anos para cá, conseguiu criar a possibilidade de um casal, nessas condições, poder ter filhos graças ao progresso tecnocientífico. Os cientistas pretendiam com isso dominar o conhecimento sobre área da fecundação humana e, também, com ele, favorecer outros tantos afetados pela infertilidade. Neste artigo tentaremos demonstrar as distorções éticas encontradas no método de fertilização artificial como, também, algumas das suas implicações espirituais, que podem gerar pecados contra Deus. É tão importante preservar a dignidade dos embriões, como pessoas humanas que são, mesmo nessa fase inicial, como manter nossa comunhão com o Senhor.
Quem não tomou conhecimento do primeiro caso bem sucedido de fecundação artificial acontecido na Inglaterra? Aquele que ficou popularmente conhecido como "bebê de proveta". Louise Brown nasceu através dessa técnica, tendo essa criança se desenvolvido de forma normal e, atualmente, Louise está com 32 anos. O fato que impactou o mundo hoje não mais surpreende, pois novos casos tornaram comum esse procedimento, não apenas na Inglaterra, mas no mundo civilizado em países onde não haja restrições de ordem ética ou religiosa.
Nos dias modernos, muitas conquistas da biomedicina vêm proporcionando informações mais precisas ao profissional médico e às pacientes nas fases gestacionais destas. Uma das experiências mais emocionantes proporcionada pela tecnologia é aquela que, decorrido o período de três semanas, após a fecundação, o médico, através do aparelho de ultra-sonografia, pode mostrar aos pais os primeiros sinais visíveis que confirmam a gravidez. Na tela aparece algo piscando do tamanho de um feijão (grande); reproduzindo os sinais dos batimentos cardíacos do embrião.
Vivemos a era da "Reprodução Humana Assistida" (RHA), assim denominada por que, há necessidade de um profissional médico no comando do processo de obtenção dos gametas, ou seja, do óvulo da mulher e do espermatozóide do homem. Ele vai facilitar a fecundação e acompanhar o desenvolvimento do embrião. Há dois tipos distintos de reprodução assistida: o primeiro é aquele em que ambos, óvulos e espermatozóides, são colocados na Placa de Petri (ou numa proveta) onde acontecerá a fecundação, surgindo o embrião – um ser humano. Posteriormente, esse óvulo fecundado será implantado no útero da mulher e dali, se der certo, esse embrião seguirá o caminho como na forma natural até o nascimento da criança. Esta técnica denomina-se "Fecundação in vitro".
O outro tipo é utilizado quando a infertilidade não é da mulher e, sim, do homem (30% a 40% dos casos). Obtém-se o óvulo e introduz-se, diretamente, nele o esperma. Esse é o método ICSI de inseminação artificial que é feito por meio de injeção intracitoplasmática. Ambas as técnicas, entretanto, além de não estarem ao alcance de todos os casais necessitados, devido ao seu alto custo, não há, também, garantia de que os procedimentos obtenham sucesso.
Não se deve confundir infertilidade com esterilidade: a primeira é uma doença e, assim, deve ser tratada; enquanto que a esterilidade é definitiva devido a acidentes ou processo cirúrgicos ou químicos como nos casos de vasectomia no homem e na ligação das trompas de Falópio na mulher (laqueadura). Porém, isso deixará de ser impedimento à reprodução se houver sucesso nas tentativas de reversão desses procedimentos.
Nos tempos atuais em que há chance de uma mulher infértil (e, também, seu marido) ser ajudada para procriação com técnicas de fertilização tão convidativas, que resposta ela daria? Algumas implicações éticas e espirituais, quanto a submeter-se a essas técnicas, devem ser levadas em conta. Embora seja inegável o sucesso das técnicas de fertilização, devemos considerar aqui, pelo menos, as seguintes perguntas: devem a mulher (e o marido) cristãos buscarem a tão desejada gravidez pelos citados meios? E o pastor deve aconselhar ao jovem casal de sua igreja, que busca orientação nesse sentido, que tente a gravidez pelas mencionadas técnicas? A prudência nas respostas é recomendável neste questionamento. Especialmente, se as pessoas que estiverem envolvidas com o problema (pacientes e médicos) pertencerem ao povo de Deus. Nem tudo o que é legal é moral ou é agradável a Deus. Na dúvida, elas devem orar e consultar a Bíblia, pois Jesus disse que o Espírito Santo "vos guiará em toda a verdade" (Jo 16.13). Deus pode usar um servo seu ou um médico cristão, para ajudar o casal, se eles forem consultados.
Diante dos valores como a dignidade do embrião humano, apresentarei apenas três aspectos de agressão à ética e, também, alertar quanto ao pecado contra Deus, o Criador:
1) O médico manipula os gametas masculino e feminino (espermatozóides e óvulos). Faz uma seleção e a aproximação deles para a fecundação. É um procedimento extracorpóreo, pois não acontece o relacionamento sexual natural entre marido e mulher – o ato unitivo. Curioso é que, a procriação in vitro prevê uma terceira pessoa - participando da reprodução – no caso o médico – já que o marido é substituído por um técnico.
2) Terminada a fase de fecundação apenas um embrião (uma vida humana), dentre os vários que surgem durante a manipulação, será aproveitado e finalmente transferido para o útero da mulher. Os demais, chamados excedentes, serão congelado a 196º, para serem aproveitados "em outra ocasião". Do total congelado, 31% não sobreviverão ao congelamento ou serão descartados.
3) Essas técnicas podem proporcionar o risco de gestação múltiplas. Quando casais buscam o tratamento, mas não reduzem o número de embriões, por questão de assegurar o sucesso da gravidez, eles podem sair da clínica com três ou quatro bebês e isso, para a maioria deles será pior do que a infertilidade.
Há outras formas graves e imorais que são verificadas decorrentes da possibilidade da fecundação in vitro, tais como útero de aluguel (barriga de aluguel), doação, venda de gametas, leilão de óvulos e banco de sêmen. Elas geram problemas muitas vezes insolúveis, provocam traumas psicológicos, desentendimentos na família, etc.
O lado espiritual é também afetado. Textos da Bíblia não abrem oportunidade para qualquer artifício que venha interferir na reprodução humana, portanto, nada de artificialismo, fecundação extracorpórea nem sexagem, para determinar o sexo da criança nem quaisquer outras alterações genéticas no feto. Não se deve mexer com os gametas que vão compor o ser humano no ventre materno. Os mistérios da concepção tem tudo a ver com a soberania de Cristo no mundo e nas vidas das pessoas mesmo não crentes. Um exemplo disso encontramos em Paulo, que escreveu ter sido ele separado para o ministério "desde o ventre de minha mãe" (Gl 1:15). Deus disse ao profeta Jeremias: "Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi e antes de você nascer eu te separei e o designei profeta entre as nações" (Jr1. 5). Da mesma forma se expressou Isaías (Is 49.1) e o salmista (Sl 22.9 e 10).
Ninguém tem o direito de tentar atrapalhar os desígnios de Deus. A fertilização in vitro caracteriza essa interferência e, por isso, deve ser evitada. Para amenizar o problema dos casais inférteis, eles podem se beneficiar do instituto de adoção de criança. Muitos não aceitarão essa idéia. Mas, passado o período de adaptação, o casal amará a criança adotada e esta, também, corresponderá a esse sentimento, também, com amor. Haverá vantagem nessa opção, pois será rejeitado o espírito egoísta e surgirá o espírito altruísta, que fará com que uma criança seja abençoada com a sua acolhida no aconchego de um lar.
Jamil Nassar
Pastor da Igreja Batista Central, Bauru/SP
Pós-graduação em Bioética pela UFLA, Lavras. MG. Bacharel em Teologia e Filosofia pela Fac. de Teologia do Brasil. Mestre em Teologia pela Cohen University & Theological Seminary (EUA). Doutorado em Teologia pela Cohen University & Theological Seminary (EUA)
• APARTES:
"O conflito da igreja, é que ela necessita
de uma cosmovisão cristã coerente..."
O tema ciência versus religião chegou ao ápice quando na Idade Média a igreja (Católica), fechou a questão contra Galileu, Copérnico e outros cientistas, sobre a tese de que a Terra seria o centro do universo, a despeito das recentes descobertas científicas que atestavam a legitimidade do heliocentrismo. O grande conflito da igreja, é que ela necessita de uma cosmovisão cristã coerente que seja alicerçada na palavra de Deus. É nosso entendimento que a religião não deve se contrapor a ciência, desde que não fira os princípios fundamentais da palavra e da ética moral e cristã. Resumindo, se esta tese da fertilização artificial fosse algo que se devesse levar a sério como uma afronta aos desígnios de Deus, alguns cristãos, por exemplo, ao tomarem uma postura mais fundamentalista poderiam justificar o impedimento de se utilizar transfusões de sangue, implante de marca-passos, próteses e outros avanços científicos, que poderiam em tese melhorar a qualidade e a expectativa de vida das pessoas, e isto a maioria esmagadora dos cristãos entende como uma grande tolice.
Penso que se Deus deu ao homem o conhecimento e a capacidade de governo sobre todas as coisas, tudo aquilo que o homem fizer, que seja ético cristão e não afronte estes princípios seja válido. Neste aspecto não concordo com a manipulação genética de embriões, operações de mutilações (que alguns insistem em dizer que se trata de mudança de sexo) e entendo que isto é pecado, porque fere a natureza e a ordem que Deus estabeleceu e criou. Por outro lado, não posso concordar como pecaminoso a fertilização In Vitro, que simplesmente manipula um óvulo de uma mulher que é fecundado por um espermatozóide de um homem, desde que seja uma decisão de marido e esposa, casados, debaixo de aliança e da bênção do Criador!
Luiz Carlos Valle - Ap. Igreja do avivamento pleno/bauru
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"Adoção ou Fertilização Artificial:
O que revela mais amor!?"
Antes de definirmos os princípios, coloco algumas questões para reflexão... Quem é a fonte, a origem da vida? Pode alguma vida vir à existência sem que isso tenha a participação de Deus? Se Deus participa do processo, ele dá a última palavra se a vida deve existir? Se Deus não participa, então o homem pode ser soberano e originar a vida sem que Deus se envolva? Uma criança que já não possui os pais ou alguém que cuide dela, foi gerada por Deus? O que Deus espera que aconteça na vida de crianças como essa?
A fertilização artificial, embora um avanço da ciência, deve ser encarada por três prismas diferentes: Primeiro, há o aspecto soberania de Deus. Se Deus é o Senhor da vida, nEle há poder suficiente para gerar a vida, mesmo se um dos cônjuges for estéril. Conheço pelo menos meia dúzia de casos (Bereana), inclusive um em que a mulher tinha feito laqueadura e hoje é mãe de mais um lindo menino. Leia O Salmo 113: 9. Em Segundo lugar, em muitos dos casos, a fertilização é fruto de um sentimento egoísta e possessivo, em que o casal sente que precisa TER aquele que poderá chamar de SEU filho. E em terceiro lugar, é um processo que, se adotado, passará de qualquer forma por exercício de fé (com o crivo de Deus). Ou será que esperar no sucesso do procedimento não é um passo de fé NA CIÊNCIA? Embora eu nunca diga que um casal não deva usar a fertilização artificial, desaconselho também pelos dois motivos abaixo. Primeiro: se é para exercer fé, porque não confiar naquele que será, de fato, o responsável pela vinda do filho desejado (Deus)? Se tenho que exercitar minha fé, então a colocarei no que realmente vale à pena. No entanto, vivemos uma sociedade profundamente contaminada pela cultura grega (não a atual, mas do império que já se foi, mas deixou sua cultura como legado). E no contexto dessa cultura, está Hipócrates, considerado o pai da medicina – ele que é considerado o divisor de águas – antes, se alguém precisava de cura, apelava ao sobrenatural. Hoje depende da medicina. Segundo motivo: O que demonstra mais o amor – o gasto de vários milhares de reais para uma única fertilização, ou o investimento numa criança que veio à luz com participação da vontade soberana de Deus, mas carece de pais que a amem? Tenho um casal de missionários amigo que hoje estão cadastrados para adoção de uma criança. Acho fantástico! Investirão suas vidas numa criança que não geraram. Mas aí é que está. Muitos pais reclamam dos filhos que geraram, mas não puderam escolher quem seriam. Esse casal terá a oportunidade de investir na vida de um filho que eles poderão escolher, e amar, e produzir nele um caráter forte gerado em Deus, sob seu cuidado e influência. Deixo estas considerações para que, refletindo diante de Deus, você possa receber o discernimento necessário para se posicionar.
Edson Valentim - pastor Presidente do compev/bauru
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"Quando a medicina colabora com
a cura, está sendo usada por Deus!"
A infertilidade sempre foi vista na antiguidade como motivo de vergonha, especialmente para mulheres discriminadas pela sociedade como amaldiçoadas por Deus. Sara foi estéril, bem como Rebeca e ainda Raquel. Foram três gerações seguidas de infertilidade, justamente na família de Abrão que foi chamado para se tornar uma grande nação e com a sua família abençoar todas as famílias da terra (Gênesis 12.3). O propósito de Deus não era a infertilidade, pois Ele as curou para que gerassem filhos. Deus tem como propósito sempre abençoar e que os casais possam ter filhos como parte de sua herança (Salmo 127.3). O fato de terem sido gerados filhos de mulheres antes inférteis em três gerações consecutivas significa que Deus quer exaltar o Seu poder e mostrar a Sua glória com a cura e, por outro lado, mostra que o inimigo Satanás tem também determinação de impedir que as famílias da Terra sejam abençoadas, atacando espiritualmente as famílias com a infertilidade. Desde que os avanços científicos na medicina colaborem com a cura e a geração de vidas, eles estão sendo usados por Deus. A fecundação artificial não é pecado, pois gera uma vida e cura um casal estéril, cumprindo o propósito de Deus de abençoar pessoas que necessitam de cura física e emocional. Não promover a cura da infertilidade, bem como de outras doenças, seria consentir com as trevas em roubar, matar e destruir, enquanto pela fé ou pela ciência, as pessoas devem ser curadas, como vontade de Deus estabelecida em Jesus para dar vida em abundância (João 10.10). Assim, os casais inférteis que desejarem fazer fertilização artificial, o façam crendo que é bênção! Por outro lado, se puderem fazer adoção de crianças abandonadas igualmente serão abençoados, contribuindo para o resgate dessas vidas para a sociedade. Na fertilização artificial, no entanto, podem ser gerados vários embriões que são congelados, mas não devem ser descartados, porque isso sim é pecado, já que Deus escolheu as pessoas para a vida antes da fundação do mundo (Efésios 1.3). Significa que antes de serem fecundadas elas já existiam para Deus, antes de serem formadas no ventre, como descrito em Jeremias 1.5, mesmo embriões, elas têm propósitos estabelecidos por Deus. A ciência médica pode e deve ser uma bênção, desde que permaneça focada em colaborar com a vontade de Deus.
Haroldo torres alves - Pastor da Igreja cristã reviver/ curitiba/pr
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"Creio que a fertilização artificial não
se caracteriza como uma interferência"
A centelha que dá início à vida procede de Deus, que é a "fonte da vida" (Sl 36,10).
A vida de todo o indivíduo começa efetivamente na união de duas células – um processo que avança por etapas sucessivas. Desde o primeiro instante da fecundação do óvulo, é a vida humana que está em processo de desenvolvimento. Cada criatura é única e não pode ser reproduzida, uma obra extraordinária que só podem realizar-se graças "à sabedoria e à ciência de Deus" (Rm 11,33)."Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi e antes de você nascer eu te separei e o designei profeta entre as nações" (Jr1:5). Assim como conhecia Jeremias e sabia qual era o propósito para vinda e vida dele, ele cria o ser humano no tempo e o coloca num dado lugar. Se um ser tem propósito em determinado seio familiar a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm. 12:2).
Creio que a fertilização artificial não se caracteriza como uma interferência aos desígnios de Deus, pois Ele age como quer e quando quer. Particularmente, já perdi as contas das crianças que vi nascer artificialmente para o mundo, mas milagrosamente para honra e glória do Senhor. Adoção ou Fertilização Artificial? Não importa! Somos de Deus e Ele nunca deixou de orientar sua criação quando clamamos e o buscamos de todo o coração, afinal Ele é (Ef 3-20): "....Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais que tudo quanto pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera". O poder que em nós opera são de Deus. Esse poder fez Ana chorar e prometer seu filho ao Senhor quando nascesse ou Raquel chorando por filhos. Ou mesmo o poder da pressa humana mesmo sabendo da promessa por milagre de fecundação, aluga uma barriga como fez Sara. Mas que pela palavra empenhada engravidou aos 90 anos. Sabemos que "as coisas que são impossíveis aos homens, são possíveis a Deus". (Lucas 18,27). Acaso pode haver alguma coisa demasiado difícil para Ele? (Jeremias 32.27) "... pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas (Atos 17.25). Aquele que fez a promessa é capaz de cumprir afinal agindo Deus, quem impedirá? (Is 43-13).
Pastora Regina Cardoso - Comunidade vencedores em Cristo/Bauru
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Escreva para: jornalismojcg@terra.com.br
01 março, 2010
Artigo: Televisão a visão da perdição!
Hoje, quem assiste a televisão no Brasil principalmente os canais da TV aberta está perdido. É uma lástima total.
O pecado maior é que mais uma vez, os mais pobres é que pagam o pato. Até o mais conscientes ficam sem opção dentro de alguns horários da TV, principalmente os mais caros. Um fato importante nesta história, é que não parece ser interessante para nossos governantes formar cidadãos críticos e conscientes, dentro do nosso modelo de democracia. Num país onde o que impera é o assistencialismo eleitoreiro (bolsa família), não é de se espantar que a programação da TV seja manipulada para incentivar cada vez mais a ignorância de massa. Programas patrocinados por grandes empresas que vira e mexe aparecem com o rótulo de empresas cidadãs ou coisa parecida. Conversa!
O que reina na TV aberta brasileira, entre show´s de realidade duvidosa e muito mau gosto é ignorância e o ócio. O pior, é que isso acontece em detrimento da maioria, que não podem pagar uma TV por assinatura, nem tem acesso a outras formas de entretenimento e cultura — expostos a uma verdadeira lavagem cerebral. E isso parece contagioso! Agora, proliferam-se nas madrugadas e a toda hora, programas mascarados, onde pseudo-evangelistas vendem e prometem de tudo. São os chamados telepastores vendendo curas milagrosas e prosperidade financeira —, transformando tudo em mercadoria —, inclusive a fé. Programas dantescos, que com uma linguagem primária, mercantilizam o nome do Senhor Jesus em meio a anúncios publicitários.
O que devemos questionar é que se eles se multiplicam há quem os financia. O que poucos desconhecem é que por detrás de muitos desses programas há muita politicagem e interesses financeiros, que infelizmente, vão muito além das almas que eles dizem almejar.
Infelizmente, vemos políticos associados a grandes ministérios apenas por poder. Não é isso que acontece? Cito como exemplo o escândalo da "Oração da Propina", protagonizado pelo ilustre Deputado Cesar Brunelli (eleito por evangélicos) pego orando descaradamente sob dinheiro maldito.
Queridos irmãos: são políticos dessa estirpe que montam uma estrutura muito bem versada para tirar o livre-arbítrio, a razão e o dinheiro de uma legião crescente de inocentes —, pessoas que sem saber tem sua fé explorada em todos os sentidos.
Pois bem! Neste cenário em que aparecer na TV parece ser o objetivo principal de muitos, nos esquecemos de algo muito mais relevante e, que deveria estar em primeiro plano: A volta de Jesus e a valorização de seu legado.
Os sinais derradeiros já batem à nossa porta, mas por ironia talvez, quem deveria estar fazendo algo, apenas se atém aos seus interesses particulares. Está na hora de acordarmos ou pagaremos um alto preço! Pensem nisso!
SARA RODRIGUES
Pastora fundadora da Comunidade Vencedores em Cristo de Bauru.
Email: cristovidaepaz@gmail.com
O pecado maior é que mais uma vez, os mais pobres é que pagam o pato. Até o mais conscientes ficam sem opção dentro de alguns horários da TV, principalmente os mais caros. Um fato importante nesta história, é que não parece ser interessante para nossos governantes formar cidadãos críticos e conscientes, dentro do nosso modelo de democracia. Num país onde o que impera é o assistencialismo eleitoreiro (bolsa família), não é de se espantar que a programação da TV seja manipulada para incentivar cada vez mais a ignorância de massa. Programas patrocinados por grandes empresas que vira e mexe aparecem com o rótulo de empresas cidadãs ou coisa parecida. Conversa!
O que reina na TV aberta brasileira, entre show´s de realidade duvidosa e muito mau gosto é ignorância e o ócio. O pior, é que isso acontece em detrimento da maioria, que não podem pagar uma TV por assinatura, nem tem acesso a outras formas de entretenimento e cultura — expostos a uma verdadeira lavagem cerebral. E isso parece contagioso! Agora, proliferam-se nas madrugadas e a toda hora, programas mascarados, onde pseudo-evangelistas vendem e prometem de tudo. São os chamados telepastores vendendo curas milagrosas e prosperidade financeira —, transformando tudo em mercadoria —, inclusive a fé. Programas dantescos, que com uma linguagem primária, mercantilizam o nome do Senhor Jesus em meio a anúncios publicitários.
O que devemos questionar é que se eles se multiplicam há quem os financia. O que poucos desconhecem é que por detrás de muitos desses programas há muita politicagem e interesses financeiros, que infelizmente, vão muito além das almas que eles dizem almejar.
Infelizmente, vemos políticos associados a grandes ministérios apenas por poder. Não é isso que acontece? Cito como exemplo o escândalo da "Oração da Propina", protagonizado pelo ilustre Deputado Cesar Brunelli (eleito por evangélicos) pego orando descaradamente sob dinheiro maldito.
Queridos irmãos: são políticos dessa estirpe que montam uma estrutura muito bem versada para tirar o livre-arbítrio, a razão e o dinheiro de uma legião crescente de inocentes —, pessoas que sem saber tem sua fé explorada em todos os sentidos.
Pois bem! Neste cenário em que aparecer na TV parece ser o objetivo principal de muitos, nos esquecemos de algo muito mais relevante e, que deveria estar em primeiro plano: A volta de Jesus e a valorização de seu legado.
Os sinais derradeiros já batem à nossa porta, mas por ironia talvez, quem deveria estar fazendo algo, apenas se atém aos seus interesses particulares. Está na hora de acordarmos ou pagaremos um alto preço! Pensem nisso!
SARA RODRIGUES
Pastora fundadora da Comunidade Vencedores em Cristo de Bauru.
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